Cultura Atlante


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 Atlântida


Jogos, esportes e lazer

Jogos de cartas não são considerados pelos atlantes como jogos de azar e sim como disputas de clarividência e memória. Há dois tipos de baralho: um é o baralho khari, de 84 cartas divididas em sete naipes – tochas, copas, moedas, penas, rodas, folhas e espadas, com cartas numeradas de 1 a 12. O outro é o baralho senzar, de 100 cartas: 70 delas dividem-se em cinco naipes – jóias, copas, penas, cetros e anéis – e são hierarquizadas de acordo com os estatutos atlantes, de bincios (plebeu) a tarcios (rei). Há ainda 28 cartas ilustradas com figuras simbólicas e dois coringas, macho e fêmea. Esses baralhos são também usados para adivinhação.

Atlantes também praticam jogos de azar propriamente ditos; principalmente jogos de dados (não só os cúbicos de 6 faces, como também de 4, 10, 12 ou 20 faces). Os agarthianos desprezam jogos de puro azar, mas apreciam jogos que combinam acaso e raciocínio, como o ludo.

Jogos de tabuleiro de puro raciocínio são comuns tanto no Império Atlante quanto no Agarthi. Incluem jogos semelhantes ao xadrez e às damas, às vezes praticados em estádios, com guerreiros de verdade representando as peças do jogo (mas as “mortes” são normalmente simuladas).

Várias formas de atletismo e esportes são praticadas tanto na Atlântida quanto em Agarthi, incluindo corrida a pé, saltos em altura e distância, lançamento de dardo e disco, levantamento de peso, natação e mergulho. O senzares, na Atlântida e os cimérios, em Agarthi, são os praticantes mais sérios e dedicados desses esportes, praticados por homens e mulheres em total nudez.

Esgrimista senzar

Tourada fomori

Duelo senzar

Jogos de bola são muito populares, mas têm um caráter menos prestigioso. Incluem os atlantes palin (semelhante ao hóquei), tlumun (semelhante ao futebol), chogan (semelhante ao pólo a cavalo) e tlachtli (semelhante ao basquete) o agarthiano tligon (semelhante ao handebol), e os violentos phaininda (jogo cimério semelhante ao futebol americano) e inao (mistura atlante de handebol e rúgbi). Esses jogos são praticados em equipes, identificadas por “uniformes” (geralmente, uma simples tanga) de cores diferentes.

O hipismo, com cavaleiros, bigas ou quadrigas, é o esporte mais prestigiado, tanto em Atlântida quanto em Agarthi. Em Atlântis, um dos privilégios mais invejados da nobreza (reservado a atlantes com estatuto de siocios ou superior e convidados estrangeiros) é o de assistir às corrida de cavalos no hipódromo imperial, localizado no círculo mais exterior da cidade proibida, com extensão total de 7.500 metros.

Esgrima e artes marciais são também esportes nobres e atraem platéias respeitáveis. Esgrimistas e artistas marciais, como outros esportistas atlantes, competem em público com pouca ou nenhuma roupa, embora geralmente treinem com roupas acolchoadas. As espadas usadas nos combates esportivos são semelhantes às reais, mas sem gume.

Entre as artes marciais mais populares entre os atlantes está o icxitlmaitl, praticado principalmente por tlavatlis e baseado no uso de saltos acrobáticos e pontapés e que também faz uso de varas e bastões. A luta livre e o huka, uma espécie de sumô, também são populares em todo o Império Atlante. Cada um dos grandes clãs senzares tem também uma arte marcial característica, geralmente só ensinada aos membros do próprio clã e os monges de Mneseas desenvolveram uma sofisticada arte marcial chamada derkesgon, semelhante ao kung fu chinês.

Os atlantes também são adeptos de touradas, praticadas principalmente pelos fomoris. Trata-se, mais propriamente, de uma dança com touros, na qual os atletas mostram sua habilidade fazendo acrobacias sobre o dorso de touros ou de outros animais.

Combates sangrentos de gladiadores não são comuns. Assim como outros espetáculos sádicos, são desempenhados por não-pessoas ou varcios e existem em bairros mal-afamados de Atlântis e outras grandes cidades do Império Atlante, mas ocorrem em pequenas arenas ou ginásios fechados, cujo ingresso é caro e são apreciados apenas por um número pequeno de pessoas, ricas e depravadas.

Um caso especial, porém, é o duelo senzar, que costuma ser realizado em público. Na capital, o duelo é uma tradição um tanto arcaica e em vias de extinção, mas quando acontece – freqüentemente envolvendo pessoas de estatuto elevado e conhecidas do público – atrai uma grande multidão. Dependendo da importância das pessoas envolvidas, pode ser realizado em grandes estádios.

Entre os atlantes da capital, recusar o desafio para um duelo nem sempre é desonroso, principalmente se o desafiante é evidentemente superior em combate ou não tem razão aos olhos do público. Uma vez aceito o desafio, porém, é preciso ir até a morte ou rendição de um dos oponentes. É desonroso para o vitorioso não aceitar uma rendição que lhe for oferecida, mas o derrotado deve se submeter e aceitar tornar-se vassalo (poscios) ou mesmo servo (nucios) do vitorioso, se este o exigir – não, porém, escravo.

Espetáculos eróticos são comuns, não são estigmatizados e são vistos por um público mais amplo. A prostituição também é comum em Atlântida e é considerada uma profissão honrada. Há mais de 50 mil prostitutas e prostitutos de todos os tipos nas ruas da capital e cada aldeia tem pelo menos três ou quatro. Tanto o Exército quanto a Marinha as/os mantêm nos quartéis e navios de guerra, como parte dos serviços gratuitos oferecidos aos guerreiros. Existem formas de prostituição sagrada, cujos praticantes vivem em comunidade, em torno de um templo dedicado a algum deus ou deusa do amor.

Em Agartha, que é uma sociedade ostensivamente puritana, a prática é tolerada quando praticada por mulheres, mas mal vista. Apenas as mulheres da casta dos acaios (artistas) e as escravas podem praticá-la. As prostitutas acaias são chamadas hetairas; são cultas e independentes; as escravas respondem pela baixa prostituição, normalmente a serviço de um kosalan. É severamente proibido à casta dos agarthis (sacerdotes) recorrer a prostitutas. Espetáculos eróticos públicos são proibidos.

O teatro é uma arte prestigiada e muito popular em Atlântida. Atlantes típicos vão ao teatro uma vez por semana ou mais. Há literalmente centenas de teatros na capital, que oferecem todo tipo de espetáculo – trágico e cômico, erótico e religioso, clássico e popular. Artistas talentosos podem tornar-se ídolos populares e ascender vários degraus na escala social.

Já em Agartha, o teatro, associado à imitação, falsidade e hipocrisia, é considerado um divertimento vulgar, proibido aos sacerdotes agarthis. Os artistas, sempre da casta inferior dos acaios, têm má reputação. Agartha prestigia e patrocina, porém, espetáculos religiosos, cívicos e populares de declamação, música e dança, nos quais se supõe que as pessoas não representam ou imitam outra coisa que não seus próprios ideais.

Mas na Acaia, civilização criada pela casta inferior agarthiana sob forte influência de nativos atlantes, o teatro foi incorporado à tradição cívica. Cada cidade tem seu grande anfiteatro, patrocinado pelo Estado, no qual autores e artistas competem pela aprovação do público e pelos prêmios oferecidos pela cidade.

A música é a forma de arte mais prestigiada e desenvolvida em Agartha. É uma das poucas formas pelas quais os acaios podem conquistar o respeito das classes superiores. A música religiosa é a única arte, além da arquitetura, à qual os sacerdotes podem se dedicar. Baseadas em instrumentos e escalas e modos tradicionais e refinados ao longo de milênios, a música agarthiana tende a lembrar a música indiana baseada em ragas, ou o canto gregoriano. A música atlante, grosseira aos ouvidos agarthianos, tende a usar instrumentos simples e ser mais viva, rítmica, improvisada e dançável, como as músicas de origem africana em nosso mundo. A música acaia tende a combinar as duas influências e assemelhar-se à música renascentista ou barroca européia. A música lemuriana é tribal e primitiva, baseada no canto coral, na percussão e em instrumentos de sopro simples.


Culinária

Na Atlântida, a base da alimentação são legumes (principalmente soja e feijões) e cereais (principalmente arroz, trigo e milho), cozidos inteiros, como papas, em massas ou na forma de pães e bolos. Raízes, tubérculos cozidos e óleos vegetais também são consumidos, bem como frutas, folhas verdes, mel e cana-de-açúcar. A maioria dos habitantes de Mneseas e os seguidores do culto do Tau em outras partes do Império são estritamente vegetarianos e os demais atlantes também obtêm de vegetais a maior parte de sua nutrição.

Peixes e frutos do mar são consumidos em grandes quantidades, principalmente na capital e no litoral, mas também em partes do interior junto a rios ou canais piscosos ou na forma de peixe seco. A carne – de caça, de cervos e alces semidomesticados, de aves domésticas, de tapires e suínos domesticados e de animais de trabalho que chegam ao fim de sua vida útil (elefantes, camelídeos, bovinos etc.), em ordem decrescente de preferência – é uma parte menor, mas significativa da dieta, principalmente para os mais ricos. Os miúdos, principalmente língua e miolos, são muito apreciados, bem como o sangue e seus subprodutos, semelhantes à morcela e ao chouriço negro e o tutano. Ovos também são apreciados.

A cozinha atlante costuma ser fortemente temperada, principalmente na capital: pimentas, especiarias e óleos vegetais exóticos constituem um dos itens mais importantes entre as importações da Atlântida. Mesmo refeições simples de pão ou arroz cozido costumam ser cobertas com quantidades generosas de um molho gelatinoso, fermentado a partir de peixes gordos, ervas e sal, semelhante ao garum dos romanos ou ao nuoc mam dos vietnamitas, ou então por molhos apimentados que lembram o caril indiano ou o chili mexicano.

Os atlantes bebem principalmente chás, sucos de frutas e uma grande variedade de bebidas alcoólicas fermentadas a partir de mel, cana, frutas e cereais. Geralmente, são bebidas mais fracas do que as mais comuns no nosso mundo moderno, exceto pelo vinho de uva de Acaia (outra importação importante) e suas imitações atlantes, consumidos principalmente pelas elites, mas geralmente diluído em água. Bebidas destiladas são conhecidas, mas pouco consumidas – são permitidas, mas vistas como drogas perigosas, da mesma forma que a maioria dos entorpecentes e alucinógenos. Mas os adultos dificilmente consomem leite ou laticínios, considerados apropriados apenas para as crianças – exceto pelos helcarianos, que consomem iogurte e coalhada.

Os hiboreanos e avalonianos, porém, tomam leite, produzem e consomem queijos e outros laticínios em quantidade. Mantêm vastas pastagens e costumam consumir carne em maior quantidade que os atlantes, principalmente de ruminantes – ovinos, caprinos, bovinos e camelídeos – e, em menor quantidade, de aves. A comida dos povos hiboreanos tende a ser temperada apenas com sal, ervas suaves, iogurte e manteiga, salvo em Bharata, onde foi influenciada por nativos atlantes e seu gosto por sabores picantes.

No Império de Agartha, a dieta é regulada de acordo com as castas. A carne é totalmente proibida à casta superior dos agarthis (sacerdotes), mas não os laticínios, que são consumidos em grande quantidade. Os cimérios (guerreiros) recebem as carnes mais nobres (inclusive toda a caça grossa) e alimentam-se principalmente delas; os kosalans (pastores) também comem carne em abundância (mas geralmente de qualidade algo inferior) e também são os maiores consumidores de laticínios. Os guptas (agricultores) consomem maiores quantidades de cereais (principalmente pães de trigo, cevada e centeio), mas ainda comem mais carne que o atlante médio. Os acaios (artistas) constituem a casta mais baixa e não consomem carnes nobres, mas comem peixes e suínos, desprezados pelas outras castas e temperam sua comida com alho e cebola, considerados grosseiros por outras castas e proibidos aos sacerdotes.

Os lemurianos e pigmeus vivem principalmente da caça (inclusive de dinossauros, no caso dos lemurianos), pesca e coleta e secundariamente da agricultura. Seus exatos costumes alimentares variam muito de comunidade para comunidade, pois se adaptam àquilo que a terra produz.


Arquitetura

Interior em estilo khari

 

Interior em estilo senzar

 

Interior em estilo fomori

As casas atlantes abastadas são geralmente formadas por quatro blocos em torno de um pátio central, no meio do qual há uma fonte. Efeitos decorativos são obtidos com a combinação de pedras negras, vermelhas e brancas nos muros e paredes. No meio ou no canto de um dos blocos costuma haver uma torre, às vezes rematada por um domo pontudo.

Nas casas senzares e tlavatlis a mobília costuma ser simples e os espaços internos amplos e despojados, com paredes decoradas com afrescos vivamente coloridos. Já as casas de kharis ricos são adornadas com esculturas, afrescos e quadros e o ouro, a prata e o oricalco são freqüentemente usados na decoração e mesmo em utensílios domésticos de casas ricas. Nas residências mais simples, usam-se redes ou esteiras para repousar e dormir. As janelas são providas de um material semelhante ao vidro, mas menos transparente e mais resistente. Sempre há algum afastamento entre uma residência e outra, apesar de ficarem mais juntas umas das outras em bairros mais pobres.

Uma residência tipicamente abriga uma família nuclear de estatuto elevado com seus servos e agregados, ou então uma família extensa formada por vários casais e várias gerações com um mesmo nome de família. De uma forma ou de outra, cada unidade residencial abriga tipicamente dez a trinta pessoas e algumas reúnem centenas.

Os tlavatlis têm a instituição da casa dos jovens: assim que saem da infância, os jovens deixam a casa dos pais e passam a morar em uma casa comunal de adolescentes e adultos jovens, na qual permanecem enquanto não constituírem família.

Os templos atlantes tradicionais são construídos em torno de espaçosas salas de culto, com tetos sustentados por colunas redondas ou quadradas. Muitos templos também têm torres e domos e costumam ser erguidos sobre uma plataforma elevada em relação ao terreno circundante, uma pirâmide truncada, um morro ou mesmo uma imensa torre, como em Babel. Os interiores freqüentemente são incrustados ou mesmo chapeados de ouro e outros metais preciosos, produzidos por alquimia. A nave principal abriga um símbolo (como o disco solar) ou uma imagem antropomórfica que serve como foco principal do culto. Costuma ser cercada de pequenas capelas onde os fiéis abastados, em troca de uma doação ao templo, colocam suas próprias imagens em madeira, pedra, oricalco, prata ou ouro para serem cultuadas após sua morte por sacerdotes dedicados a esse fim.

A arquitetura agarthi tende a ser tão monumental quanto a atlante, mas o uso generalizado de arcos, minaretes e enormes domos em forma de botão de loto (como o do Taj Mahal ou das basílicas russas) e a ausência de pirâmides e torres maciças a faz parecer mais leve e graciosa. Os agarthianos constroem a maioria de seus templos de mármore branco, mas também usam pedras cinzentas, vermelhas, verdes e púrpuras com fins decorativos. As paredes podem ser incrustadas de motivos decorativos abstratos ou símbolos religiosos (freqüentemente em ouro) e encimadas por frisos em alto-relevo que às vezes são pintados, mas, ao contrário dos atlantes, os agarthianos não fazem uso de pinturas ou desenhos figurativos sobre paredes planas – embora estes sejam comuns em Acaia e Bharata, mais sujeitos à influência cultural atlante. Em Acaia, também a arquitetura mostra influência atlante em vários aspectos, embora não faça uso de pirâmides.

A arquitetura lemuriana é a mais pesada: utiliza grandes pedras toscamente talhadas, mas bem encaixadas, na construção de casas e palácios e seus monumentos religiosos são freqüentemente formados por dolmens, menires e círculos de pedras.

 

Templo atlante

Templo agarthi

Templo lemuriano


Vestuário

Camponesa tlavatli

 

Aristocrata senzar

 

Nobre milésia

Atlântis e a planície que a rodeia são terras de clima relativamente quente e tanto senzares quanto tlavatlis, que constituem a maior parte da sua população, originam-se de climas quentes e, em sua maioria, continuam a viver em áreas tropicais. Durante a maior parte do ano, as roupas não são essenciais.

No campo e no litoral, as pessoas freqüentemente trabalham nuas em dias quentes. Na cidade, a nudez total é menos comum e pode chamar a atenção, mas não é vista como atentado ao pudor nem chega a chocar: as pessoas estão acostumadas a se verem nuas nas competições esportivas e nos banhos públicos. Os atlantes cultuam a beleza do corpo e dedicam muitos esforços a embelezá-lo pela ginástica, cosmética ou magia.

Na planície e nas praias, onde o solo é geralmente macio, as pessoas costumam andar descalças. Na cidade e em zonas pedregosas, costumam usar sandálias de couro ou mocassins. Não há saltos altos.

O vestuário, quando é usado, pode variar com o clima, a região, o clã e o estatuto social, mas em geral não está sujeito a modas passageiras. As roupas senzares costumam ser de cores vivas e brilhantes, em combinações tradicionalmente associadas a diferentes clãs. Assim, os membros do clã Zi tradicionalmente usam roupas de cor amarelo e vermelho, o clã Ralfu, amarelo e negro etc.

Usam-se tecidos de algodão, linho, seda e lã. Em clima quente, os senzares de ambos os sexos podem usar tangas, calções, culotes ou saiotes, nas mulheres às vezes acompanhados de bustiês. Em climas mais frescos, principalmente nas montanhas, homens e mulheres usam túnicas sem mangas, cobertas nos dias mais frios por longos mantos de lã sobre os ombros. Sacerdotes costumam usar togas ou mantos longos, com cores e desenhos simbólicos. Magos às vezes usam roupas exóticas e idiossincráticas, carregadas de talismãs e amuletos.

Na cidade, principalmente entre a nobreza, os trajes, apesar de escassos, podem ser muito suntuosos. Pessoas de posses freqüentemente se cobrem de peças ouro, prata e oricalco, grandes jóias de cores apropriadas e às vezes tangas longas e capas vistosas.

Os kharis preferem exibir roupas caras, vistosas e delicadamente bordadas que geralmente cobrem a maior parte do corpo, mas tendem a ser leves, sensuais e provocantes, às vezes semitransparentes. As mulheres às vezes usam véus, não por pudor, mas para alimentar uma aura de mistério.

Os fomoris preferem usar calções e mocassins, mas as mulheres nobres freqüentemente usam saias longas e coloridas, junto com corseletes que exibem os seios.

Os trajes tlavatlis são ainda mais sumários que os senzares. Sempre que o clima permite, os tlavatlis preferem andar nus. No frio, às vezes usam um poncho de lã, mas muitos preferem simplesmente untar-se com uma pomada oleosa, que confere uma proteção contra o frio comparável a uma roupa de inverno. Penteados complicados e enfeites exóticos na cabeça e no corpo são comuns.

Mulheres atlantes de todas as raças costumam – principalmente quando estão nuas ou seminuas – usar um cordão mágico em torno da cintura ou do púbis como proteção contra a violência sexual. Esse cordão é totalmente inócuo para mulheres e crianças, mas porta um feitiço perigoso para adolescentes púberes e homens. Embora um contato casual não cause dano, o contato prolongado com o cordão pode causar impotência e doença grave, possivelmente mortal, em um homem. Romper violentamente o cordão pode causar morte imediata.

Lemurianos costumam usar tangas simples no calor e mantos de peles no frio.

Os hiboreanos, avalonianos e milésios, nativos de climas mais frios, bem como os helcarianos e mughals, usam muito mais roupas, muitas vezes de couro ou de peles. No trabalho, na equitação e na guerra, geralmente usam-se túnicas com mangas longas, cortadas, ajustados e cosidas, gibões ou cafetãs, junto com calças e capas de lã ou couro.

Em climas mais cálidos e situações mais confortáveis, túnicas longas, quimonos ou saris de linho, algodão ou seda são roupas usuais, cobertas no frio por mantos grossos de lã.

Na Acaia e algumas outras regiões nas quais se cruzam influências hiboreanas e atlantes, o vestuário é mais leve, formado por uma única peça de tecido a envolver o corpo, como entre os gregos antigos.

Mesmo os hiboreanos, embora sejam muito mais pudicos que os atlantes, costumam praticar esportes sem roupa e, na Acaia, a nudez é aceita quase com a mesma naturalidade que na Atlântida.